Meu Perfil
BRASIL, Mulher



Histórico


Categorias
Todas as mensagens
 Citação
 Poesias alheias


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Impressão Musical, por Ana Felippe
 Vitrola Binária, por Paulo Santos
 Poesia Sim, por Lau Siqueira
 Engrenagem, por André Ricardo Aguiar
 Zumbi escutando blues, por Linaldo Guedes
 SoulZé, por SoulZé
 Minha Vida de Cinéfilo, por Renato Félix
 Minha Vida de Cinéfilo 2, por Renato Félix
 Escafandro, por Angélica Lúcio
 Flor Menina, por Sheila Raposo
 Voando pelo céu da boca, por Dira Vieira
 Parem as Máquinas, por Cláudia Carvalho
 Livro dos Dias, por Alex Eros
 X da Questão, por André X
 Letras de músicas e traduções
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


 
Longas cartas pra ninguém


Crônica de fim de ano

 

Batendo a poeira

Fim de ano é a mesma coisa. Correria no comércio para comprar os presentes (ih, este ano está para as lembrancinhas, como dizem os jornais sempre que publicam matérias sobre dicas de presentes e tabelas de preços!). A gente diz que não vai deixar as compras para a última hora mas, olha nós aí de novo enfrentando aquela fila no caixa e revendo a lista só para constatar que, depois de tantas horas de shopping, faltou alguém que não podia ficar de fora!

E os filmes na TV? Ah, os filmes. Acho que, por causa deles, a gente começa a pensar demais. Sim, a culpa é da televisão. A gente vê os personagens passando a vida a limpo e resolve fazer o mesmo. Eis a parte mais difícil do fim do ano: o desapego. Analisar o que passou não é fácil, principalmente quando se sente aquele desejo de voltar e ficar ali, naquele dia, naquele momento feliz que já se foi.

Nesse clima de acabar o ano e começar algo novo, vou fazendo aquela faxina para jogar fora o que não serve mais. As roupas, os livros, jornais velhos, revistas, sandálias. Ah, se fosse só isso! Mas vem a outra parte: jogar fora sentimentos, lembranças, pessoas.

Em 2008 fui feliz, infeliz, otimista, solitária e quase me apaixonei de novo. Olha só que coisa boa! Fui magoada algumas vezes. Por outras, magoei sem nem perceber que estava magoando (é o mal de quem machuca!). Fiz novos trabalhos, novos amigos, novas conquistas. Fiquei devendo um pouco mais de atenção a alguns dos amigos antigos. Outros estiveram perto de mim sempre que chorei ou sorri.

Das metas que tracei na virada de 2008, cumpri algumas. Viajei (pouco, mas fiz). Terminei um namoro que já não ia bem. Não mudei de emprego, como tinha planejado, mas consegui novos freelas. Paixão? Na falta de uma nova, revivi um amor antigo. Foi a melhor e pior parte do ano para mim. Aproveitei o que pude daquele momento, mas passou.

O cigarro? Ah, esse eu larguei! Nos primeiros dias, eu estava tão radiante que nenhum comentário pessimista conseguiria reverter minha decisão. E deu certo. Nos primeiros dias, foi a compulsão por chicletes, o medo de comer um grãozinho a mais e engordar por conta da falta da nicotina. Mas isso tudo foi passando. Ainda estou viciada no chicletinho de menta (sem açúcar para não estragar os dentes!), mas consegui sobreviver à ausência do cigarro.

Fim de ano é a mesma coisa, sempre: a gente diz que vai fazer e acontecer nos próximos 365 dias e... nada! O que há de bom nisso tudo é aquela ponta de esperança que essa época traz junto com um pouco de melancolia.  

 

*** Trilha Sonora: The Postal Service, com Such Great Heights



Escrito por Ana Felippe às 01h26
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]